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Governo Lula tributou o eleitor com força

Ranking dos Produtos/Categorias com Maiores Aumentos ou Impactos Tributários

1. Armas de fogo, munições e acessórios

Maior aumento percentual absoluto: Decreto de outubro de 2023 elevou o IPI de 29% para 55% em armas (pistolas, revólveres, espingardas, carabinas) e de 13% para 25% em munições, sprays de pimenta e acessórios.

Arrecadação projetada: ~R$ 1,1 bilhão até 2026.

Motivo: controle de armas e segurança pública.

2. Componentes de hardware de PC e bens de informática/telecomunicações (GPUs/placas de vídeo, CPUs/processadores, memórias RAM, placas-mãe, servidores, switches, roteadores etc.)

• Resolução Gecex nº 852/2026 (publicada em 4/02/2026, vigência desde 6/02 e 1º/03): aumento do Imposto de Importação em 1.252 itens.

Alíquotas novas: 7,2% a 12,6% (máximo confirmado 12,6% para a maioria dos NCMs comuns de GPUs/CPU/RAM; correção de erata em 25/02/2026 evitou 20% em alguns). Antes: 0-10,8%.

Impacto: preços no varejo podem subir 30-60%, com componentes high-end ficando R$ 1.000-2.000 mais caros. Afeta gamers, editores e montadores de PC.

3. Smartphones, notebooks, TVs e eletrônicos importados

Incluídos na mesma Resolução Gecex 852: alíquotas subiram até 7,2-20% (ex.: smartphones de ~16% para 20% em alguns casos).

Impacto menor no varejo nacional (muitas marcas produzem localmente), mas afeta compras internacionais e modelos premium.

4. Combustíveis (gasolina, diesel, etanol)

Reoneração plena de PIS/COFINS e Cide (zerados ou reduzidos antes): retomada gradual em 2023-2024.

Ajustes no ICMS em estados.

Impacto direto: alta no preço na bomba e inflação geral.

5. Bebidas alcoólicas, cigarros, bebidas açucaradas e veículos poluentes

• Imposto Seletivo (“imposto do pecado”) da reforma tributária: incide extra sobre itens nocivos à saúde/meio ambiente.

Implementação: testes em 2026, plena a partir de 2027 (alíquotas definidas por lei complementar, podendo ser altas — ex.: cigarros já >80% total; bebidas alcoólicas por teor).

Produtos: cigarros, álcool, refrigerantes, veículos emissores de poluentes, bens minerais.

Outros destaques:

• Aço/ferro e painéis solares: até 25% em importação (2024).

• Máquinas industriais (robôs, fornos, tomógrafos, freezers): 7-25% via Gecex 852.

Total de medidas: pelo menos 25-27 aumentos desde 2023 (uma a cada ~37-45 dias), contribuindo para carga tributária ~32-33% do PIB (nível histórico).

Essas ações visam proteger indústria nacional, reduzir dependência de importações (que cresceram 33% em bens de capital desde 2022) e cumprir metas fiscais, mas geram críticas por encarecer tecnologia e consumo. A reforma tributária (transição 2026-2033) mantém carga neutra no geral, mas adiciona seletivo extra.

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