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Bia Kicis apoia Celina Leão… mas só porque Michelle mandou: a birra da presidente do PL-DF que engoliu em seco

A “união” da direita que cheira a limão azedo

Ah, que lindo espetáculo de coesão bolsonarista no Distrito Federal! Bia Kicis, a fera da oposição que já botou medo em muita gente com discursos inflamados, agora declara apoio formal (mas informal, porque coligação não rola) à Celina Leão (PP) para o governo do DF. Motivo? Não é ideologia, não é estratégia genial: é porque Michelle Bolsonaro já tinha um acordo prévio com a vice-governadora. Bia resumiu tudo numa frase que transborda má vontade: “Já havia um acordo prévio da Michelle com Celina e, como nós estamos com Michelle, nós também estamos com Celina”.

“Apoio enquanto for da vontade de Michelle” — a cláusula da birra

Ela mesma disse isso na entrevista ao Metrópoles: o PL apoia Celina enquanto for da vontade de Michelle. Tradução livre: “Se a patroa mudar de ideia amanhã, tchau Celina, volta o plano A de lançar alguém do PL”. É apoio com prazo de validade, condicionado e cheio de ressalvas. Bia até reforça que sempre defendeu candidatura própria do partido, mas abriu mão “diante dessa definição”. Ou seja: queria brigar pelo Buriti, testou nome dela mesma em pesquisa interna, mas Michelle falou “não” e pronto — engole o sapo e sorri forçado.

Chapa pura pro Senado: Michelle e Bia, sem espaço pra mais ninguém

Enquanto isso, o PL vai de chapa 100% bolsonarista pro Senado: Michelle Bolsonaro e a própria Bia Kicis. Sem Ibaneis Rocha (MDB) na jogada, porque três nomes pro Senado na mesma chapa é pedir implosão. O governador que se vire sozinho — ou melhor, que apoie Celina, mas sem carimbo oficial do PL. Celina ganha o aval da amiga Michelle, mas o apoio do PL é daqueles que vem com asterisco: “informal, sem coligação, e só porque a ex-primeira-dama pediu”.

A má vontade que escorre pelas entrelinhas

Bia nega racha no partido, diz que é só “gente incomodada”, mas o tom da entrevista grita birra. É como se ela estivesse dizendo: “Eu apoio, sim… mas de má vontade, rangendo os dentes, porque quem manda é a Michelle e eu não vou brigar com a família Bolsonaro”. A leoa que outrora rugia agora vira gatinha obediente quando o assunto é seguir a cartilha da amiga da patroa. Apoio? Tem. Entusiasmo? Nenhum. Birra? Transborda pelas frases condicionais e pelas confissões de que preferia outro caminho.

Resumo da ópera: unida na superfície, rangendo por baixo

A direita do DF segue assim: colada na foto oficial, mas com careta escondida. Ninguém quer cutucar a onça com vara curta — especialmente quando a onça se chama Michelle Bolsonaro. Bia Kicis engole o apoio a Celina Leão como quem toma remédio amargo: faz cara feia, reclama baixinho, mas toma porque a receita veio de cima. Clássico “vou junto, mas vou resmungando”.

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