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Divisão Confirmada: Dois Nomes da Esquerda no Palácio do Buriti

A esquerda (ou campo progressista) no Distrito Federal terá duas candidaturas oficiais ao governo em 2026: Ricardo Cappelli (PSB) e Leandro Grass (PT). Não há, até o momento, sinal de recuo ou composição unificada entre os partidos, o que aumenta o risco de fragmentação de votos e exclusão do segundo turno.

Confirmação do PT: Leandro Grass como Pré-Candidato

Na noite de 3 de março de 2026, o diretório regional do PT-DF aprovou uma resolução oficializando Leandro Grass, atual presidente do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e ex-deputado distrital, como pré-candidato ao Palácio do Buriti.
A chapa inclui também Érika Kokay (deputada federal) para o Senado e apoio à reeleição de Leila Barros (PDT) na outra vaga senatorial.
O PT busca formar uma frente ampla contra a gestão atual de Ibaneis Rocha (MDB) e Celina Leão (PP), mas mantém a candidatura própria para marcar posição no campo lulista.

Endosso do PSB: Ricardo Cappelli com Benção de Alckmin

Na semana anterior (final de fevereiro/início de março), Ricardo Cappelli, presidente da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) e ex-interventor federal na segurança do DF pós-8 de janeiro de 2023, recebeu o aval do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do presidente nacional do partido, João Campos (prefeito do Recife).
Em reunião e jantar com aliados, como o ex-secretário Valdir Oliveira e o deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), o PSB confirmou candidatura própria ao GDF.
Cappelli conta ainda com apoio do Cidadania e de figuras como o ex-governador Cristovam Buarque.

Risco Real: Esquerda Fora do Segundo Turno?

Analistas e a própria militância apontam que a divisão repete erros históricos do campo progressista no DF. Com votos pulverizados entre Cappelli e Grass, o risco é alto de nenhum dos dois avançar ao segundo turno.
Do outro lado, a centro-direita/direita aparece mais consolidada:

  • Celina Leão (PP, vice de Ibaneis) como sucessora natural;
  • Possíveis nomes como Paula Belmonte (Cidadania), José Roberto Arruda (PSD) e outros.

Se a direita não se fragmentar tanto quanto esperado, a esquerda pode ficar de fora da disputa decisiva — um cenário que muitos chamam de “clássico ego político” ou falta de aprendizado eleitoral.

Possibilidade de Composição? Ainda Aberta, mas Distante

Apesar das articulações passadas (em 2025, PT e PSB estudaram aliança e chapa única), as confirmações recentes indicam que cada partido prioriza sua própria projeção.
Cappelli já disse em entrevistas que acredita na unidade progressista, mas o PSB mantém a linha de “candidatura própria”.
Grass e o PT reforçam a base histórica no DF e o alinhamento direto com Lula.
Sem acordo nos próximos meses, a divisão parece consolidada.

E o “ego”? Ele está bem presente: cada lado acha que seu nome tem mais força ou legitimidade. Mas o custo pode ser alto para o campo todo.

Se rolar composição de última hora (tipo vice ou apoio mútuo), muda o jogo — por enquanto, o tabuleiro está rachado.

O que você acha: dá pra unir ou vai nessa briga mesmo?

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